Não tenho convicção de que posso dizer a mim mesma que gosto, ou que se quer sei viver sozinha. Que não irei iluir-me e simplesmente seguirei meu percurso, sem dor. Não posso querer que ao acordar meus problemas, junto com a noite, vão em borá. Estaria sendo ridícula. Mas ao contrário do que pareça, nesse momento eu estou aqui, sozinha como de costume. O engraçado é algumas vezes sinto como se eu fosse á melhor companhia a mim mesma. Vez que outra é bom não ter ninguém para te questionar, sentar em um canto confortável e tomar uma xícara quente de café. Faz-me bem ter o meu momento, para pensar e refletir sobre minha trajetória. É uma sensação boa e ao mesmo tempo paranóica, quando paro e analiso a maneira com que o mundo segue o seu ‘giro perfeito’. Agora eu deveria estar desesperada atrás daquele amor que idealizei como perfeito, tentando parecer visível há aquele alguém, ou somente, derramando algumas lágrimas. A diferença é que a menina ‘meiga’ que existia dentro de mim transformou-se em um alguém maduro. Ainda não sei ao certo quem sou, porém sei exatamente onde quero chegar. E talvez eu já não ache mais tanta ‘graça’ em relacionamentos passageiros, afinal, tantos são eles, que o coração acostuma-se com os ‘fim’. E em meio a essa maré de ‘querer ser forte’ , tento ocupar-me com qualquer outras coisas, para não querer remediar um relacionamento sem começo, ou até mesmo insistir em um lugar onde não há sentimentos.
Sabe, não quero que minhas palavras pareçam ser mais forte do que eu, que meus sentimentos me deixem o dia todo inquieta com pensamentos confusos, que minha dúvida me impeçam de tentar algo novo. Não quero que daqui alguns anos, eu ainda não tenha alcançado tudo, ou se quer, um pouco do que desejo conquistar. Não quero ser um exemplo de pessoa bem sucedida e resolvida, eu apenas quero encontrar à verdadeira eu. Não quero sempre parecer uma garota frágil perante o mundo vasto. Não quero sempre escrever sobre rompimentos amorosos, tentativas que não deram certo nem sobre decisões adiadas
Não quero mais muitas coisas, que na verdade , eu nunca quis e mesmo assim vivenciei, pois achava que precisava –ou que era a maneira correta de caminhar. Não que o certo, o correto. Não quero mais fazer parte de um mundo, onde não há um encaixe para mim. Não quero mais mudar pela fútil opinião de uma sociedade hipócrita e mal informada. Não devia nunca ter feito parte desse mundo paralelo, não preciso e não irei mais fazer parte disso. Daqui algum tempo, espero realmente, ter tornado-me mais forte, a ponto de saber usar palavras corretas sobre linhas perfeitas. Espero que –daqui dois, três anos minhas palavras descrevam minha alegria, minha liberdade. Não quero nada de muito grande. Talvez eu queira ser nada, para dessa forma ser tudo o que desejo.








